Vejo nas redes sociais os “adjetivos” atribuídos ao presidente Bolsonaro: para os seus fiéis seguidores, ele é o “mito”; para os que são contra, ele é o mico, o monstro, o psicopata, o burro, o idiota, e assim vai… Como ainda temos liberdade de expressão (será?), eu também resolvi atribuir a ele um adjetivo: “o miúdo”. Não no significado de delicado, pequeno, menor que o tamanho normal, minucioso…, mas no significado de mesquinho, escrupuloso e de outros mais que o adjetivo permite.
O Bolsonaro, quando miúdo deve ter sido ruim de bola, de “baleba” e não sabia brincar com os colegas. Mas, não se conformava com a suas limitações: furava a bola, jogava as balebas fora e babava as brincadeiras. Quando adolescente deve ter sido aquele cara que não arrumava namorada, pois não tinha assunto para encantar as minas, tinha bafo e peidava fedendo na frente de todos, e ainda achava graça…, mas, não procurou o caminho da salvação (como prega a sua religião), ao invés de crescer, continuou diminuindo. Se transformou num militar miúdo, num deputado miúdo, e, chegou miúdo à presidência da república.
Vejam vocês que ele teve a oportunidade de nessa crise dar um cavalo de pau, e de se transformar num outro miúdo! Aquele miúdo delicado, humildade, que conduz à grandeza. Mas o que ele fez? Seguiu a sua natureza: transformando-se num miúdo cada vez mais miúdo, apoiado por 35% de miúdos que concordam com a sua miudeza diante da crise.
E assim caminha o Brasil, com as suas pandemias….
Oscar Rezende
Vitória, março de 2020
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