De verde e amarelo

O hino, a bandeira, a língua e o território constituem símbolos que são interiorizados por aqueles que pertencem a uma mesma pátria, constituindo uma nacionalidade… Os símbolos de uma pátria são elementos essenciais para a unidade de um povo.

Quando grupos de pessoas usurpam   esses símbolos, como se fossem propriedades das suas ideologias e se intitulando os verdadeiros patriotas, na realidade passam uma mensagem totalmente contraria: a   sua falta de patriotismo.  Como aceitar que um grupo vulgarize os símbolos da pátria, contribuindo para romper a unidade de um país, que é sustentado sobre os pilares desses símbolos?  

Aqui no Brasil esse fenômeno tomou as ruas do país. Grupos radicais, mesmo sendo minorias, roubam o verde e amarelo e o hino do país, em nome do patriotismo, para utilizá-los como armas que espalham   o ódio e a negação da ciência e da vida. O Brasil é muito maior do que esse grupelho radical, que tenta obrigar o restante da população a aceitar as frustações que carregam na alma.

Ontem eles foram às ruas para protestar contra o isolamento social, a única maneira sensata de nos protegermos do vírus antes que a vacina chegue para todos. O interessante é que essa gente vem com um discurso em defesa da liberdade e do trabalho. Só se for a liberdade para transmitirem o vírus e dos  seus empregados se amontoarem  no transporte coletivo. Enquanto eles se protegem dentro dos seus carrões e nos escritórios refrigerados.  

Precisamos dar um basta nisso: os símbolos da pátria formam um manto que protege toda a população, nas  suas diversidades culturais e ideologias.  O verde e amarelo e o hino nacional não pertencem a esse grupelho de fanáticos!  Que o Brasil seja de todos e para todos!

Oscar Rezende

Março de 2021

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