Desesperado, eu chorava e reclamava com mamãe da camisa do uniforme rasgada nas costas... da calça que encolhera, deixando a metade da canela para fora; de repente eu estava no palco contracenando com Rita, a minha primeira e única participação como ator de teatro, numa peça produzida por minha mãe, e encenada na escola singular... Continuar Lendo →
Precisamos falar sobre o rio calçado
Essa é a crônica de uma morte anunciada. É só olhar para os sinais da natureza para entender que o rio calçado agoniza em seu leito. Pena que não tivemos e, não temos, um só pingo de respeito pelo moribundo; ao contrário, o que fazemos é chacota: dançamos a dança da morte ao lado do... Continuar Lendo →
Um Galo de Raça
Quando eu e a minha companheira nos conhecemos, e começamos a formar a nossa própria família, iniciei uma convivência com a sua família de origem, que já anda lá pelos quarenta e dois anos. Como sou um bom escutador de “causos” de família, fontes preciosas de muito do que escrevo, essa convivência tem me permitido... Continuar Lendo →
No palco da infância
Abrem-se as cortinas da minha memória! A primeira lembrança que sobe ao palco é de uma cama de hospital em um dos quartos da nossa casa. É uma imagem bem nítida que ainda carrego; eu olhava para cima e admirava os ferros e as molas da cama, só não me lembrava quem estava na cama!... Continuar Lendo →
O enterro
O cachorro magro e sarnento sobe a ladeira vazia da cidade. O homem de chapéu Panamá e linho engomado desce a ladeira segurando entre os dedos amarelados pela nicotina um cigarro sem filtro. As vendas estão com as portas cerradas e os casarões emolduram em suas janelas rostos curiosos. O sol escaldante do meio-dia aquece... Continuar Lendo →