Minha mãe sempre foi cuidadosa no uso da língua portuguesa—em público, nunca pronunciava palavras chulas. Mas, dentro de casa, se soltava. Na infância, lá na Fazenda Velha, eu era "meio" medroso (para não dizer medroso por inteiro). Morria de medo de assombração e sofria bullying constante das minhas irmãs. Imaginem o que é conviver com... Continuar Lendo →
crônicas
O que você quer ser quando crescer?
Não sei como foi com vocês, mas comigo deu tudo errado. Não sou nada do que queria ser quando crescesse. O meu primeiro sonho profissional, lá pelos oito anos, foi ser campeiro e carreiro. Admirava o Jaime, que foi criado pelo meu pai e trabalhou com ele na fazenda. Manuseava o úbere da vaca com... Continuar Lendo →
Porco na cabeça
— Olha quem já vai ali na rua! Aquele veadinho, filho de D. Iaiá. — exclamou Raimundo, como se pensasse alto. Uma voz vinda lá do fundo da casa resmungou: — Deixa de falar da vida alheia, esse menino é um anjo, e você é um ingrato! Se não fosse ele, suas unhas encravadas estariam... Continuar Lendo →
Três homens e um destino
As pequenas cidades do Brasil são o berço da vida, de todas as vidas: pelas suas ruas caminham os doidos, os mendigos, as cartomantes, as benzedeiras, as fofoqueiras, os assassinos, as putas, o padre, o professor, o juiz, o prefeito, o delegado, o médico… e, por aí vai. A nossa pequena São José do Calçado,... Continuar Lendo →
Quase encontrei meu pai
O livro Quase Memória, de Carlos Heitor Cony, é um poema de amor ao pai. Numa linguagem melancólica, caracterizada por uma prosa elegante e envolvente, o autor descreve sua relação com o pai e como ela influenciou sua identidade. O livro me fez lembrar do meu pai. Não sei explicar por quais razões eu e... Continuar Lendo →