Quem nasceu lá pelos anos de 1950, e sobreviveu ao tempo, vem assistindo o mundo dar voltas... são voltas com tanta velocidade, que ele corre o risco de capotar. Os sexagenários e os septuagenários assistiram: a evolução do papel de jornal picado para o papel higiênico, do salame para a mortadela, do leite fervido para... Continuar Lendo →
Café com leite e pão com manteiga
Na minha tese de doutorado, no item agradecimentos, está escrito: “Agradeço aos amigos Antônio Henrique e Madalena pelas conversas políticas, filosóficas e cientificas, em nossos encontros nos finais de tarde nas cafeterias de Vitória”. O ano letivo começa em fevereiro, mas, para valer mesmo só em março, após o carnaval. Março é um mês encrencado,... Continuar Lendo →
Baú de mortos
Apesar do título macabro, não falarei do sobrenatural, mas, sim, da vida e da morte. Acredito que dentre as invenções humanas aquelas que nos trazem mais tormentos são os instrumentos de marcação de tempo: calendário, relógio, ampulheta, e por aí vai... essas marcações nos transformaram em escravos do tempo: o tempo para fazer uma tarefa,... Continuar Lendo →
Noites vadias
O sábado começava gelado e terminava mais gelado ainda. Mesmo que o café de sábado fosse até um pouco mais tarde, levantar-se e ir ao refeitório era uma luta a ser travada com a cama e o cobertor — os invernos na Universidade Federal de Viçosa eram de lascar: com temperaturas entorno de 5°C. —... Continuar Lendo →
As três Marias
A cidade trouxe-me maravilhas: o conhecimento, a maturidade, os filhos... e mais um montão de coisas que são caras a minha vida. No entanto, roubou-me a inocência, e no que ela tinha de mais sagrado, o céu. Quando olho para cima só vejo janelas, antenas, aviões, helicópteros e pássaros estranhos, que não conhecem uma árvore.... Continuar Lendo →