Chovia lá fora! O frio congelava a alma de Rodolpho. Lisa escutou a porta do quarto se abrindo. Pelo barulho dos passos sabia que era ele. Rodolpho chegou com um sorriso aberto, como se tentasse lhe dizer que nada daquilo estava acontecendo, e que tudo ficaria bem. Na mão esquerda carregava um buque de margaridas... Continuar Lendo →
O poder da finitude
Hoje estava relendo um dos clássicos da literatura brasileira, Vidas Secas, de Graciliano Ramos. Ao ler o capítulo sobre a morte da cachorrinha Baleia, que recebeu um tiro de Fabiano no quarto traseiro, por acreditar que ela estivesse doida, fui envolvido de tal forma pela leitura, que o autor me conduziu às profundezas dos pensamentos... Continuar Lendo →
A escada do Salão Nobre
O céu azul e o sol amarelo da tarde de inverno aqueciam minha alma. Atravessei o pequeno portão de ferro e pisei com o pé direito no primeiro dos três degraus da escada de acesso ao suntuoso prédio... olhei para cima, e o cinza carrancudo, muito familiar aos calçadenses, ofuscou os meus olhos. Senti arrepios... Continuar Lendo →
Retrato oficial
Vez ou outra, vejo nas redes sociais retratos de meninos e meninas calçadenses da minha geração. A foto é de uma criança sentada, com os dois bracinhos cruzados sobre uma mesa, tendo do lado direito alguns livros e do esquerdo, uma miniatura da bandeira do Brasil em um mastro. À frente, uma pomposa placa onde... Continuar Lendo →
Álbum de fotografia
Nada melhor para remexer o passado do que folhear um álbum de fotografia! Quanto mais velho o álbum mais embaçadas são as fotos, assim como as nossas lembranças que vão se tornando turvas com as voltas da terra. De tempos em tempos a minha companheira limpa e organiza os álbuns de fotografias da família, eu... Continuar Lendo →