O Rio Calçado corria lentamente nos fundos da fazenda, formando o remanso onde as traíras vinham apreciar as sementes da figueira. Nas manhãs de inverno, a névoa que se levantava de suas águas límpidas inundava as margens, formando uma nuvem branca que cobria o verde. Nas manhãs de verão, após uma noite de violenta tempestade,... Continuar Lendo →
Melhor amiga
Ontem comemoramos os setenta anos de Carlota. Foi uma ode a amizade. É complicado dizer que alguém é o nosso melhor amigo. Talvez o mais prudente seja não estabelecer esse tipo de classificação, até porque cada amigo acaricia um pedacinho da nossa alma com o seu jeito de ser. Eu, porém, talvez seja uma exceção.... Continuar Lendo →
Fazenda Quatro Irmãos
Há alguns anos, a Fazenda Velha também era conhecida como Fazenda Quatro Irmãos, numa referência aos quatro filhos de Luiz Rezende e Maria Carlota, meus avós paternos: Aristides, Luís, Pedro e Oscar. Nunca vi uma fotografia da sede da Fazenda Quatro Irmãos. Conservo apenas a imagem guardada na memória de uma criança, inevitavelmente moldada pelo... Continuar Lendo →
Paulo Medina: um humanista de São José do Calçado
As pequenas cidades do Brasil são o berço da vida — de todas as vidas. Por suas ruas caminham os doidos, os mendigos, as cartomantes, as benzedeiras, as fofoqueiras, os assassinos, as prostitutas, o padre, o professor, o juiz, o prefeito, o delegado, o médico... e por aí vai. A nossa pequena São José do... Continuar Lendo →
A perda da inocência
O livro O Tambor, do alemão Günter Grass, narra a história de um homem atormentado que, aos três anos de idade, se recusa a crescer. Ele sai pelas ruas batendo um tambor e dando gritos capazes de quebrar vidros, tudo isso como forma de protesto em um cenário de ascensão do nazismo. Hoje cedo, ainda... Continuar Lendo →